Futuro sustentável prescinde diversidade e inclusão

 

A diversidade e a inclusão estarão entre as forças motoras de novas competências necessárias para enfrentar as rupturas do futuro sustentável, que precisa contemplar o equilíbrio entre os aspectos ambiental, econômico e social. A partir dessa visão, a Scania Latin America reuniu, pelo quinto ano seguido no “Queen of the Road”, 23 lideranças femininas de oito países para fomentar a discussão sobre equidade de gênero no setor de transportes e logística. “Como o futuro vai afetar o nosso modelo de negócio, ainda não sabemos, mas certamente necessitaremos do respaldo da diversidade em nossos quadros para continuarmos no mercado e enfrentarmos as transformações em andamento”, enfatizou o presidente e CEO da Scania Latin America, Christopher Podgorski, no último dia do evento, ao expor para as convidadas os valores adotados pela marca sueca em sua jornada para mudança do setor de transporte e logística, rumo à descarbonização.

 

Realidade em transição

A visão de sustentabilidade da Scania vem se materializando por meio de projetos e iniciativas que se estendem por todos os processos e áreas da empresa. “Estamos promovendo a conscientização de nossas lideranças e colaboradores, não só em relação à equidade de tratamento de homens e mulheres, mas também no que diz respeito às etnias, gerações, orientação sexual”, destacou Veridiane Maman, de RH e representante do Comitê de Diversidade. “Precisamos de vivências, backgrounds, e mentes diferentes para nos ajudar a construir o novo mundo que já se avista no horizonte, com mudanças radicais.”, acrescentou. 

Efeito multiplicador

O responsável pela área comercial da Scania Brasil, Silvio Munhoz, contou ao grupo uma das iniciativas que traduzem os propósitos da marca sueca inseridos em seu plano estratégico para promover a equidade de gênero. “Tivemos grandes avanços na inclusão de mulheres em uma das atividades mais difíceis, que é a venda de caminhões. Não porque são mulheres, mas porque são tão ou mais capazes que os homens. Dentre nós, aqui, hoje, estão duas (??) das melhores em todo o País”, comentou. Ele pontuou que esse esforço já se propaga para além das fronteiras da empresa, como na rede de concessionárias, onde a presença feminina galga, aos poucos, postos de comando.

Para ilustrar como a diversidade e inclusão está sendo praticada na companhia, em um conceito bastante amplo, a gerente de montagem da Fábrica de Transmissão em São Bernardo do Campo (SP), a sueca Lina Ankargren, deu seu testemunho de como as culturas sueca e brasileira vêm se “misturando” no chão de fábrica. “Minha equipe, formada por homens que não falam Inglês, nunca tinha sido comandada por uma mulher, muito menos uma estrangeira que não fala Português. Mas houve um esforço extra de ambas as partes e podemos interagir. Eu estudo o idioma de minha equipe e todos estão aprendendo inglês”, relatou.

Lina disse que começou a acreditar mais na superação das barreiras encontradas em sua mudança de local de trabalho, logo que chegou ao Brasil e se deparou com um treinamento sobre procedimento de segurança em uma área de produção, onde era utilizada a linguagem de sinais para contemplar três colaboradores portadores de deficiência auditiva.